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Este mês, Sammyr Cardoso, 29 anos, morador da cidade de Nova Iguaçu, conta um pouco sobre sua experiência em nossos passeios: |
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Olá Sammyr, é um prazer tê-lo conosco neste link. Para começar, gostaria de saber como que você conheceu o grupo?
Pesquisando na Internet como era o acesso até a Rampa de Vôo Livre. Até que uma coisa foi levando a outra, até que eu vi a comunidade dos Aventureiros no Orkut. Que teria um encontro pra subir a Serra do Vulcão no dia 3/7/2007, com o propósito de realizar um mutirão de limpeza. Resolvi me preparar pra ir, sem nunca ter feito atividade semelhante. Foi a minha estréia com os Aventureiros e também a primeira vez que eu comecei fazer os registros das aventuras em video. |
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Você ficou conhecido no grupo por sempre estar com sua filmadora em mãos, e hoje é nosso cinegrafista oficial nos eventos. Até hoje, você sabe quantos eventos já foram gravados? E qual te marcou mais? |
Pois é, desde o primeiro encontro que eu participei só fiquei fora de dois encontros, que foi o II Luau (24/11/2007) e o Acampamento Junino (28 e 29/06/2008). De lá pra cá sempre presente. Participei de 16 eventos, contando ccm o “Trilhas Afora”. E o que mais me marcou foi no segundo mutirão de limpeza. Tinha uma senhorinha que foi com os netos. Os netos a deixaram e ela foi a última a chegar lá na Rampa. Na volta a mesma situação, num determinado ponto, eu, Anderson, Vitor, Lidiane e acho que mais dois aventureiros saímos da estrada e fomos por uma trilha que nos levou num lugar muito sensacional, batizado como trilha dos Aventureiros e de lá de cima temos visão da estrada lá embaixo. E lá embaixo nós vimos essa senhorinha descendo apenas acompanhada pelo Vitor Valverde e pela Aniely, bem devagarzinho, respeitando os limites daquela senhora. E depois de muito tempo já de volta em frente a Unig, chega essa senhora e os netos aguardando por ela. Ela toda feliz de ter superado e ter conseguido. Pra mim quando revejo as imagens é incrível. |
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De todas as imagens gravadas por você, houve alguma mais inusitada e divertida?
Tenho uma impressionante. No segundo passeio ciclístico pra Tinguá. Foi quase todo percurso debaixo de chuva. Saímos da estrada, fomos conhecer o Cidade Velha Iguaçu e o cemitério dos escravos. A equipe do RJTV nos acompanhou, e eu fui com um pessoal numa ladeirinha gravar a descida desse pessoal com a bike. Foram pelo menos uns 7 caras que subiram o morro pra descer correndo. Depois do 3º ou 4º passar o que vinha atrás caiu, de forma que é visível ele batendo com a cabeça, e o que vinha atrás quase que se machuca e veio mais outro e quase que trançam todos ali. Esse rapaz se machucou bastante, tentou levar no humor pois todos estavam “zoando”, eu muito sem graça de estar bem posicionado e ter gravado a queda. Até hoje, revejo as imagens e da uma agonia. |
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Você já passou por alguma dificuldade enquanto filmava? Qual foi o evento mais fácil de ser gravado e o mais difícil?
Dificuldade mesmo não, já quase perdi a filmadora na rampa. Eu a coloquei no chão da rampa ela ligada gravando a galera fazendo foto. E eu também fui fazer foto. A filmadora foi gravando e ela descendo. Um dos caras que estava se posicionando pra foto me avisou que ela estava descendo. E quase que ela vai pro precipício. Evento difícil, é passeio ciclístico. É muito difícil gravar pedalando. As pessoas se distanciam muito e ficar lá atrás e depois correr pra buscar o pessoal lá na frente é muito exaustivo. O braço dói demais, e eu só uso o freio dianteiro com a mão esquerda. Qualquer freada brusca te derruba. Passeios ciclísticos definitivamente são os piores eventos de obter boas imagens. |
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Você já levou seu pai, sua tia, e até a sua avó, de mais de 80 anos,e m nossos eventos. Sua família sempre curtiu aventura, ou foi você quem os iniciaram?
Meu pai de uns cinco anos pra cá faz corridas e maratonas. Minha tia começou agora me acompanhar pra sair da rotina da semana e ter sempre um final de semana diferente. Minha avó, ela ficou muito brava comigo, quando ela soube que eu fazia esse tipo de aventura, que minha tia acompanhava e que meu pai também. Daí ela cismou de que ela tem que ir também. Basicamente não têm-se o habito de ter esse tipo de atividade física aventureira, mas agora passou a ter.
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Na sua opinião, qual a importância de um grupo como os Aventureiros para uma cidade como NI?
Pelo menos pra mim, fundamental. Não só por ser um passeio num final de semana. É também trabalho social, qualidade de vida, saúde, cultura, educação, preservação enfim conscientização e nem dá pra enumerar o quanto é importante não só para uma cidade como Nova Iguaçu, mas sim importante para Nova Iguaçu. |
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Alguma crítica, elogio ou sugestão para o grupo?
Crítica, sinceramente eu não tenho, mas pontualidade na saída dos eventos têm sido um ponto que pode ser alvo de crítica. Elogio sou suspeito, mas a cada evento melhora mais a qualidade de instruções e está mais profissional e levado a sério com dedicação de todos os membros de equipe e apoio. Sugiro essa equipe não interromper esse trabalho. |
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Sammyr, quero agradecer muito a sua participação neste link. E pra fechar nossa entrevista, deixe uma mensagem pra todos os Aventureiros que estão lendo agora.
Pessoal, ser aventureiro não é só praticar esporte radical. Unir aventura ecoturismo, cultura, tudo isso é possível, só que ir e curtir é muito bom. Agora ir curtir e não deixar restos e lixos pelas trilhas é melhor ainda. A Natureza agradece. Abraços!!! |
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