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Ele é jornalista
especializado em esportes de aventura e escritor com nove
livros publicados (um deles recentemente premiado).
Montanhista experiente, conhece mais de cinqüenta países
e já percorreu o mundo em busca de aventuras – especialmente aquelas
que pudessem ser transformadas em boas histórias. Este é
Airton Ortiz, uma das maiores
autoridades em esportes de aventura e expedições do Brasil.
Impulsionado por sua imensa curiosidade intelectual, diz que sua
curiosidade só vai acabar quando chegar ao “cume de sua própria
montanha”. Enquanto isso, continua viajando e conhecendo países,
povos e cultura – e transmitindo todo seu conhecimento em seus
livros. Confira essa entrevista EXCLUSIVA: |
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Vitor Vianna: Airton, como aconteceu seu primeiro
contato com o montanhismo?
AIRTON:
Eu moro num Estado que tem perto de Porto Alegre, uma região muito
bonita formada por cânions, no Parque Nacional dos Aparatos da Serra, e
tem muitos cânions no Parque Nacional da Serra Geral, que fica na divisa
do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. E eu me iniciei no montanhismo
fazendo travessia de cânions. |
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Vitor Vianna:
Como e
quando você decidiu escrever sobre suas viagens? |
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AIRTON: Eu
sou jornalista profissional, e já atuei em diversas áreas do
jornalismo, sempre gostei muito de praticar esportes ligados à
natureza, principalmente o montanhismo, porque eu nasci numa fazenda
no interior do Rio Grande do Sul e até os 10 anos de idade morei nessa
fazenda, quando então fui para cidade
estudar. |
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Sempre tive
uma ligação muito grande com a natureza, e em um
determinado momento decidi unir o meu
trabalho de jornalismo como meu hobby de montanhista. E imaginei que
eu poderia passar a ganhar dinheiro para fazer as minhas escaladas
ao invés de ter que pagá-las. E com essa idéia na cabeça que eu fui
pra África tentar o Kilimajaro. |
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Vitor Vianna: Você já viajou por mais
de 50 países através do planeta. Qual te marcou mais?
AIRTON:
A última vez que eu botei na ponta da caneta, chegou a 80
países. E essa é uma pergunta que tem que ser divida em 3 etapas. Do
ponto de vista da natureza selvagem, quem gosta de apreciar animais
selvagens como girafas, hienas, leões, zebras, soltas em seu próprio habitati, o país mais interessante que tem é a Tanzânia,
principalmente a região que vai do Monte Kilimajaro ao Lago Vitória.
Mas do ponto de vista das belezas paisagísticas, quem gosta de
montanhas, vales, rios caudalosos, é o Nepal, porque o Nepal tem uma
peculiaridade muito interessante, é um país que tem 200 km de
largura, portanto um país muito estreito e ele vai do Vale do Rio Ganjes, ou seja, a quase nível do mar, até a Cordilheira do Himalaia,
que é onde está o próprio Everest, que é a montanha mais alta do
mundo, então nesse pequeno trecho nós temos todas as possibilidade
geográficas que existem no planeta, isso é de uma beleza
maravilhosa, e fácil de a gente acessar. E do ponto de vista
cultural, o país que mais me apaixonei foi a Índia, porque a cultura
indiana é produto da concepção religiosa que o indiano tem da vida,
e isso gera uma cultura popular muito rica, muito diversificada, e o
que é mais interessante: completamente diferente de todos os padrões
que nós estamos acostumados a ter aqui no Brasil. |
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Vitor Vianna: Como você define
o roteiro de uma expedição e como se prepara para uma
viagem? |
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AIRTON:
Primeiro eu escolho o lugar pra onde eu vou. Por
exemplo, Amazônia. Escolhido o lugar, eu escolho qual vai
ser o desafio que eu vou me propor nessa viagem, porque a
idéia do livro é escrever uma aventura, e uma aventura tem
que ser a realização de um desafio, no caso da Amazônia o
desafio era passar do Oceano Pacifico para o Oceano
Atlântico por dentro da Floresta Amazônica. Então definido o
lugar e o desafio, eu tenho 3 meses para preparar o roteiro
da viagem, faço contatos com amigos meus que viajam pelo
mundo inteiro, faço pesquisas na Internet, por outros
livros, depois eu tenho 3 meses pra fazer a viagem e na
volta eu tenho mais 3 meses pra escrever o livro pra
entregar pra editora. |
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Vitor Vianna: Para quem vai começar a
viajar pelo mundo. Quais lugares você indicaria para serem os
primeiros? E que lugares você não recomendaria? |
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AIRTON:
O lugar mais interessante do mundo como região é a África
Oriental. Aqueles países entre a Tanzânia, o Quênia, a Etiópia, é
uma região muito interessante, no caso da Tanzânia, além dos Parques
Nacionais com animais selvagens vivendo ao ar livre, que é
extraordinariamente bonito, nós temos o Monte Kilimanjaro, que fica
na fronteira da Tanzânia com o Quênia, então dá pra atender a quem
gosta de escalada, pertinho tem o Monte Quênia que é uma
escalada um pouco mais difícil, e pertinho também fica o Serenguete
que é a maior área selvagem do planeta, e na borda Ocidental do Serenguete tem o Lago Vitória que é o segundo maior lago do mundo e
o lago que fornece água pro Rio Nilo, que tem toda uma mística na
história das grandes aventuras da humanidade, sempre foi tentar se
descobrir a nascente do Rio Nilo. Então concentrado em um único
lugar, em uma única região barata para nós, existem todas as aventura
que a gente queira viver. Então ali é um lugar ideal para se começar
no mundo das grandes expedições. |
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E a única
coisa que eu não recomendaria a uma pessoa que fosse meu inimigo,
seria ficar em casa. |
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Vitor Vianna: Qual a sensação
ao atingir seu objetivo final, chegar ao pico de uma
montanha, e avistar toda beleza do local? |
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AIRTON:
Chegar no final de aventura bem sucedida é se
descobrir muito maior do que a gente era quando iniciou a
aventura, porque a medida que a gente vai vencendo desafios,
e quando esses desafio são vencer nossos próprios limites,
nós vamos nos dando conta que nós temos uma força, uma
capacidade de viver a vida com uma densidade muito maior do
que a gente imaginava antes de se lançar numa aventura,
antes de se lançar num desafio como esse. Então a sensação é
de uma realização, a sensação é de quem se descobre muito
maior do ponto de vista humano do que no início da
expedição, e obviamente isso faz com que aqueles problemas
que normalmente nos preocupam durante nosso dia-a-dia, na
verdade não são assim tão importantes, e a gente volta para casa sabendo
que os pequenos
problemas do dia-a-dia são muito |
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mais fáceis de serem
solucionados, de serem vencidos do que os grandes desafios que a
gente acabou vencendo. Então quem pode chegar no cume de uma
montanha como Kilimanjaro, quem pode fazer uma travessia como a da
Amazônia, quem pode cruzar o deserto do Saara numa caravana de
camelos, sabe que não é a conta da luz no fim do mês que vai fazer
com que a gente perca a alegria de viver. |
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Vitor Vianna: Qual foi a viagem mais
perigosa que você já fez até hoje. E por que? |
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AIRTON:
Do ponto de vista psicológico, o momento mais estressante que já
passei até hoje, foi quando eu acampei no Alasca, numa área repleta
de animais selvagens como ursos, lobos, eu estava sozinho numa
região em que o sol brilha 24 horas por dia, eu estava a 180 km do
posto policial mais próximo, completamente sozinho, nem relógio eu
levei, e eu não podia sair dali, porque eu contratei uma equipe que
só viria me buscar tantos dias depois, eu tinha que sobreviver
naquela solidão, e embora eu estivesse constantemente ameaçado pelos
animais selvagens, a maior ameaça que eu senti, que eu me expus
nessa experiência, foi psicológica, foi manter-me lúcido durante
aquele período extremamente estressante, eu acho que foi o máximo
que eu consegui extrair da minha capacidade psicológica e emocional
de me comportar de uma forma adequada numa região hostil. Agora do
ponto de vista do medo externo, onde eu corri mais risco até hoje
foi na travessia do Quênia para Etiópia, a história que eu conto no
livro “Na trilha da humildade”, quando eu tive que atravessar uma
área de 500 km, onde estavam convivendo tribos selvagens em pé de
guerra, onde estavam convivendo guerrilheiros Islâmicos que haviam
fugido da Somália para essa região e ainda vivem nessa região um
grupo de revolucionários armados, que querem criar um país
independente no Sul da Etiópia, e no Norte do Quênia, ou seja, uma
área de guerra, e eu tive que cruzar essa área, 500km de distância,
eu levei 2 dias, e foi a única vez nas minhas andanças pelo mundo
que eu tive que contratar uma escolta mercenária, armada para me dar
proteção. |
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Vitor Vianna:
Você mudou os estilos em seus livros, de montanhas passou a
escrever mais sobre antigas civilizações, e acabou de
escrever um livro sobre a civilização Maia. Por que essa
mudança? Algum motivo especial? |
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AIRTON:
Os primeiros 2 livros que foram sobre montanhismo, foi o
início de uma nova vida que eu comecei. Porque o livro do
Kilimajaro é um divisor de águas na minha vida. A partir do
momento que eu pisei do cume do Kilimajaro, e que eu revi
toda a minha vida até então, eu mudei completamente a visão
que eu tinha do mundo, a percepção que eu tenho do que seja
viver, eu imagino que a minha cabeça tenha se aberto, o meu
coração tenha evoluído muito e partir dali eu passei a
buscar novos horizontes, e esses novos horizontes foram
evoluindo, e o próximo livro foi sobre montanhas, outro já
foi sobre o Tibet, e depois sobre a Índia, enfim, eu fui
buscando regiões onde eu pudesse aprender
novos conceitos do que seja viver com outras culturas, e a
recepção |
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dos meus leitores foi tão grande, os livros passaram vender tanto,
que eu cheguei a conclusão que estava no caminho certo, porque as
mesmas dúvidas que eu tinha, os meus leitores também tinham, porque
eles me deram essa resposta lendo os livros e através dos e-mails
que eles me escrevem. Então acho que hoje o meu desafio está bem
colocado: buscar nesse mundo tão grande, diversidade cultural, ou
seja, outras maneiras de perceber a vida, trazer essas experiências
para mim e para o meu leitor, para a partir daí, muito mais
enriquecido do ponto de vista humano, a gente possa viver de forma
muito mais densa, muito mais profunda e não ficar apenas na
superfície da vida. |
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Vitor Vianna: Você pode falar um pouco
sobre o seu mais recente trabalho, “Em busca do mundo Maia” ?
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AIRTON:
Esse livro retrata a última expedição que eu fiz ano passado,
pela América Central, em busca de respostas que esta extraordinária
civilização Maia, trouxe para nós. Os Maias viveram no período
chamado clássico, no momento que eles foram mais evoluídos, entre o
ano 250 e o ano 800, e nesse período eles construíram pirâmides que
chegaram a mais de 70 metros de altura, eles usaram o 0 (zero) antes
da Europa, faziam pequenas cirurgias, eles calculavam eclipses
solares com uma precisão extraordinária, e enquanto na Europa as
pessoas eram queimadas na fogueira acusadas de bruxaria, os Maias
eram capazes de calcular o movimento das estrelas como erro de 1
minuto a cada 500 anos. E por que que a Europa acabou conquistando
metade do planeta e os Maias entraram em colapso? Essa foi a
resposta que eu fui buscar nessa mina expedição. Porque quando os
europeus chegaram na América no Século XVI, a civilização Maia já
tinha desaparecido a mais de 500 anos, e por isso eu visitei os
principais sítios arqueológicos Maias, nas selvas da América Central
entrevistando as pessoas que ainda moram lá, os Maias remanescentes
que vivem nas pequenas comunidades espalhadas no meio da selva, fiz
as minhas próprias observações nos sítios arqueológicos, fiz muitas
pesquisas, entrevistei muito estudiosos no mundo inteiro sobre a
civilização Maia, para resgatar da selva centro-africana a
civilização Maia para o leitor brasileiro. |
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Vitor Vianna: Airton, foram 9
livros publicados até hoje, sendo o primeiro “Aventura do
topo da África” e o mais recente “Em busca do mundo Maia”.
Para quem quiser conhecer o seu trabalho, que ainda não leu
nenhum deles, existe uma seqüência a ser seguida dentre
todos? E qual livro você recomenda primeiro? |
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AIRTON:
Eu acho que pode se começar pelo “Aventura no
topo da África”, até porque agora acabou de fazer 10 anos
que eu escalei essa montanha, cuja história está contada
nesse livro. E essa seqüência de livros mostra uma evolução
minha como jornalista, como escritor, e como pessoa, e se o
leitor começar a ler nessa seqüência ele vai acompanhar essa
evolução, e eu tenho certeza que ele vai acabar evoluindo
comigo. Então lendo o livro na seqüência é uma maneira bem
prática de ter esse acompanhamento. Mas não quer dizer
necessariamente que tenha que seguir esta ordem. |
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Vitor Vianna:
Airton, na sua opinião, qual a
importância para o ser humano em conhecer outras culturas e suas
diversidades? |
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AIRTON:
Eu diria que as pessoas não tem
noção da extraordinária capacidade que elas tem de realizar coisas.
Nós estamos viciados em perceber o mundo através de um único padrão,
muito simplificado, que essa vida agitada, dita moderna nos impõe. E
a partir do momento que a gente começa a descobrir que em outras
culturas as pessoas tem outros problemas e outras formas de perceber
esses problemas, nós vamos vendo que o mundo e o ser humano são
muito mais complexos do que parecem, e se nós procurarmos ter todas
essas outras visões dessas outras culturas, nós vamos acabar achando
outras soluções para nossos problemas. Eu tenho uma palestra que eu
faço que é uma espécie de treinamento, sobre criatividade: por que
conhecendo a mesma cultura a gente vai sempre ver os problemas sobre
o mesmo prisma e vai aplicar sempre as mesmas soluções, e a partir
do momento que nós descobrirmos outras maneiras de vermos o mesmo
problema, isso faz com que sejamos muito mais criativos e acabemos
nos valorizando mais, e jogando para o nosso modo de viver uma outra
energia, uma força que até então nós não imaginarmos possuir. |
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Vitor Vianna: O grupo Aventureiros –
Nova Iguaçu foi criado pra difundir o Esporte de Aventura para os
moradores da cidade, que não tinham oportunidade para praticá-lo. Na
sua visão, qual a importância de um grupo como esse para uma cidade
como NI? |
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AIRTON:
O grupo funciona como uma espécie de consciência da comunidade
de Nova Iguaçu; Porque são pessoas que a partir de seu trabalho
estão despertando o interesse em outros membros da comunidade para
que eles se dêem conta das riquezas que existem na região. E isso é
extraordinariamente importante, porque alguém tem que puxar esse
trem, um trem sem uma locomotiva não sai do lugar, é necessário que
alguém puxe esse trem. E o trabalho que vocês fazem pelo o que eu
acompanho, é exatamente esse. E eu acho muito importante que um
trabalho seja feito não só com teoria, eu não gosto de dizer para as
pessoas o que que elas devem fazer, eu gosto de mostrar para as
pessoas como eu fiz, e elas vendo como eu fiz, elas podem também
fazerem. Então eu acho muito importante um trabalho como de vocês,
um grupo que não está querendo ensinar ninguém, mas apenas está
mostrando para as pessoas coisas que vocês mesmos estão descobrindo
e vocês mesmos estão vivenciando, porque não tem melhor estímulo do
que o próprio exemplo do que se está fazendo. E em um momento em que
o planeta todo está voltado para a valorização ambiental, eu acho
que cada comunidade tem que fazer o seu trabalho, afinal ninguém vai
conseguir salvar o planeta se não salvar primeiro a sua própria
comunidade. |
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Vitor Vianna: Quero agradecer
sua entrevista, Airton. E pra finalizar, deixe uma mensagem
para todos os Aventureiros de Nova Iguaçu que acabaram de
ler sua entrevista: |
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AIRTON:
Aventure-se! Porque a gente não pode ficar parado,
vivendo através da experiência dos outros. Não basta
ficar só na teoria, tem que chegar em um determinado
momento e partir, e colocar em prática os seus sonhos,
as suas aspirações, porque só assim, só se expondo a
novas experiências é que nós vamos descobrindo todas as
nossas potencialidades, porque parado, sentado na cadeira
eu nunca vou ficar sabendo do eu sou capaz de fazer,
agora a partir do momento que eu vou lá, que eu me
exponho, e eu descubro que a medida que os problemas
vão surgindo eu vou sendo capaz de resolvê-los, isso me
ajuda a me conhecer melhor, e é muito importante que a
gente se conheça, porque a partir do conhecimento de nós
mesmos, é que nós vamos sempre
nos lançar em novas
experiências, em novos desafios,
e eu quanto mais me |
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conhecer, maior é a possibilidade de me jogar em um desafio
em que eu possa vencer. Porque se eu não me conheço eu não tenho
parâmetro de que tipo de desafio eu posso vencer, e é muito
importante isso. O mundo hoje é muito competitivo, as pessoas
estão cada vez se preparando mais tanto profissionalmente como
emocionalmente e afetivamente, então quanto mais eu me conhecer,
mais vai ser o controle que eu vou ter sobre a minha própria
vida, e quando eu me lançar num desafio eu vou já vou sabendo de
todas as minhas potencialidades. E para começar a se aventurar,
nada melhor que a própria cidade, afinal de contas não tem como
começar por outro lugar, a não ser que a pessoa inverta todos os
valores. Já diz um ditado: “Conheça a tua aldeia e estará
conhecendo o mundo inteiro”, porque todas as comunidades são
muito parecidas, e se eu conhecer a minha, eu já tenho uma boa
base de informações para me lançar em busca de novos
conhecimentos. Então essa é minha mensagem: AVENTUREIROS,
AVENTUREM-SE! |
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