Cristiane Dias, 26 anos, e formada em 2002 pela Faculdade Hélio Alonso (FACHA), no Rio de Janeiro. Nascida e criada em Porto Alegre, Cristiane chegou na Cidade Maravilhosa aos 18 anos para estudar. A relação com o esporte vem da infância. Filha de um ex-goleiro que atuou nas divisões de base do Grêmio, a gaúcha jogou handebol, vôlei e futsal, modalidade em que conquistou títulos pelo colégio Dom Bosco.Ex apresentadora do programa Stadium, na ,TVE Brasil atualmente, Cristiane está aprendendo a surfar e vibrando com o novo desafio de apresentar o Esporte Espetacular, na TV Globo.

 

 

Vitor Vianna: Cris, como você ingressou no mundo dos Esportes de Aventura?

CRIS: Comecei no esporte como repórter e logo em seguida ganhei um quadro sobre esportes de aventura, no programa Stadium, da TVE.  

 
Vitor Vianna: Você tinha um bloco no Stadium TVE que cobria esportes de aventura. Qual das matérias você gostou mais?
CRIS: Exatamente, o nome do quadro era ‘Extremo’ e eu realmente cobri muitos Esportes de Aventura. Adorei fazer as matérias de surf e x-games, as de escalada. É difícil escolher algumas porque eu me divertia demais em todas elas.
 
Vitor Vianna: Dentro dos esportes de aventura, existe algum que você gostaria de fazer? Algum sonho?
CRIS: Eu sempre quis saltar de pára-quedas. Na verdade, dos esportes aéreos, foi o único que não tive a oportunidade de praticar. Mas ainda faço!
 

Vitor Vianna: Como foi o convite para apresentar o  principal programa de esportes, o Esporte Espetacular? E como você encarou o convite: um grande desafio ou um sonho antigo?

CRIS: Um grande desafio. Não esperava que fosse acontecer tão cedo. Mas estou muito feliz e focada no trabalho. Recebi um telefonema do Luis Ernesto Lacombe, meu colega de apresentação, pedindo pra que eu fosse na emissora fazer um piloto. Fiz o piloto e algumas semanas depois estava em treinamento na Globo.

 
Vitor Vianna: No Stadium você tinha seu quadro que fazia esportes de aventura. Na Globo existe essa possibilidade?

CRIS: Quem fazia esse quadro no Esporte Espetacular era a Dani Monteiro. No momento estou fazendo uma série sobre esportes praticados em determinados locais do Brasil, junto com o Lacombe. Já fizemos os esportes de Copacabana, os do parque do Ibirapuera e o último foi na lagoa da conceição. E ainda vamos viajar mais.

 

Vitor Vianna: Existe uma grande semelhança física sua com a também repórter/aventureira Dani Monteiro. Já aconteceu alguma situação engraçada? E como é a relação entre vocês duas?

CRIS: Fizemos uma matéria pro jornal O Globo juntas, em 2004. quando nos conhecemos foi engraçado, porque nos achamos parecidas. Mas é incrível, as pessoas sempre me acham muito parecida com ela, algumas até confundem...eu não tenho muito contato com ela, mas pelo pouco que conheci e pelo que me falam, é uma pessoa muito bacana.

 

Vitor Vianna: Qual a situação mais perigosa que você já enfrentou enquanto trabalhando?

CRIS: Já fiz queda livre e machuquei o joelho. Já fiz um canyoning na cachoeira do Véu da Noiva, na Serra dos Órgãos, em Petrópolis, com um nevoeiro e uma chuva danados. Morri de medo!
 
Vitor Vianna: Que esportes você pratica por opção e não pela profissão?

CRIS: Tento surfar há um ano! Gosto de andar de bicicleta, adoro esportes ao ar livre. Mas com  a   correria  de   trabalho,  sobra  tempo  mesmo   pra   academia   e  no máximo   uma  yoga e o ugyrotonic,  que  é  um  esporte novo  aqui no Brasil, que  mistura yoga  e pilates.

 

Vitor Vianna: Você acha que falta cobertura da mídia para os esportes não convencionais?

CRIS: Acho que esse panorama começa a mudar. Hoje em dia você vê, em grandes mídias, cobertura de esportes que até há pouco tempo atrás você nem ouvia falar. Sou otimista e vejo um quadro otimista com relação aos esportes menos difundidos. É uma questão de tempo.

 
Vitor Vianna: Existe algum esporte radical que você NUNCA praticaria por medo?
CRIS: Base Jump. Melhor deixar pro Sabiá que sabe tudo sobre isso!! (risos)
 
Vitor Vianna: Você já cobriu o Super Race,  para o Stadium, aqui na Serra do Vulcão. Você sabia que Nova Iguaçu possuía lugares como estes? Poderia citar um ponto fraco e um ponto forte do local?
CRIS: Não sabia, fiquei encantada e surpresa com o local. Acho que a Serra do Vulcão tem um potencial absurdo pra prática de esportes de aventura, além de ser um lugar lindo. Mas acredito que seja necessária uma manutenção do lugar, pra que ele não se torne perigoso pra quem o freqüenta.
 
Vitor Vianna: O grupo Aventureiros foi criado para levar esporte de aventura aliado às belezas naturais de NI. Na sua opinião, qual a importância de um grupo como este numa cidade como Nova Iguaçu?
CRIS: É importantíssimo, através do esporte você leva cidadania e ainda mostra o potencial do lugar pra quem nem sabia que aquilo existia. É um modo de alavancar o progresso na cidade, através do esporte.
 
Vitor Vianna: Gostaríamos de agradecer, sua entrevista, Cris. E deixar aqui o convite para participar de nosso próximo Encontro!
CRIS: É isso aí, eu que agradeço por tudo, um beijo grande a todos os Aventureiros e fica aqui o convite pra vocês assistirem todo domingo, a partir das 9:30, o Esporte Espetacular! até breve!