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Dani Monteiro nasceu no Rio Grande do Sul,  e atualmente mora no Rio de Janeiro. Ela é apresentadora do Caminhos da Aventura desde 2001, que vai ao ar todos os domingos no Esporte Espetacular, na Rede Globo. Praticante de diversos esportes, entre eles kitesurf, surf, ,windsurf, snowboard, skate, wakeboard, rapel, bungee jump,páraquedismo, dentre outros... No Kitesurf é a melhor brasileira colocada no mundial que aconteceu no Rio no final de 2001. Dani é apresentadora de programas esportivos na TV desde 1998. Apresentou o programa Rolé na Sportv de 1998 a 2001. E agora em uma entrevista EXCLUISIVA com Vitor Vianna, para os Aventureiros:

 

Vitor Vianna: Dani, como e quando você começou com os Esportes de Aventura? Pensava que algum dia fosse levar isso como profissão?

DANI: Comecei a praticar com 9 anos de idade ginástica olímpica, e a proximidade com a adrenalina que acabou me levando para mundo da aventura. Com 13 anos meu pai me colocou no windsurf, e aí fui campeã brasileira três vezes. E nessa época que eu conheci o pessoal que trabalha comigo hoje na tv, eles me chamaram pra fazer o “Rolé”, só por 3 meses provisoriamente, eu topei a gravação que a principio demoraria só 3 meses, mas aí o programa ganhou mais 3 meses, e daí emplacou 1 ano direto, virando o “Rolé”. E nesse momento que eu tive que decidir sobre tv ou Windsurf, e decidi pela tv, que acabou abrindo as portas do mundo do esporte de aventura, daí comecei a gravar inúmeros esportes, inúmeras aventuras, e aí foi meu primeiro tudo, primeiro rafiting, rappel, trilha de bike, mergulho. E fui me apaixonando devagar.

 
Vitor Vianna: Qual esporte que você pratica por amor e não pela profissão?
DANI: Eu acho que o Windsurf sempre teve espaço na minha vida, kitesurf, surf, volta e meia eu pego onda, wakeboard, pára-quedismo, snowboard, mergulho. Mas não tem um favorito.
 
Vitor Vianna: Existe algum que você ainda não praticou? Qual?
DANI: Que eu conheça não, exceto o Base jump, que eu não pratico por achar muito perigoso.
 

Vitor Vianna: Quando as pessoas te vêem na tv, sempre te acham uma mulher muito corajosa por praticar tais esportes. Você realmente é tão corajosa quanto acham? Já sentiu MEDO  passando por alguma situação de risco de morte, que a fizesse pensar em parar?

DANI: Eu sempre sinto medo, eu tenho muito medo, eu sou uma pessoa muito medrosa, mas existe uma diferença entre ser uma pessoa corajosa e uma pessoa valente. Corajosa é aquela pessoa que vence o medo, e valente é quem não tem medo. O medo está lá por alguma razão, e a gente te que ter medo de situações porque elas obviamente oferecem riscos a nossa integridade física. Mas eu tenho medo sempre, porque pra morrer basta ta vivo. Tomo o máximo de cuidado possível, o medo é que me dá um zelo maior pela minha própria vida. E eu já amarelei por muitas coisas, quem assistiu o “Rolé” no início, me viu tentando saltar de bungee jumpe, foi uma piada, só consegui pular na 4ª vez. Rolou uma “amarelada” básica. Mas a gente entende o medo.

 
Vitor Vianna: O que te dá mais prazer quando está praticando esses esportes?
DANI: É uma conjunção de fatores, eu acho tem tanta coisa legal em praticar esses esportes. Cada um tem sua peculiaridade, quando você está na água, por exemplo, água é muito bom! A água  te leva... não sei como explicar o que mais gosto quando estou na água, mas eu fico mais calma, ela me trás para uma serenidade. Quando eu saio da água eu saio tranqüila, zen! E já em salto de pára-quedas, quando eu chego no chão, eu chego morta, mas eu chego numa energia, querendo abraçar e beijar todo mundo! Acho tudo lindo, todas as pessoas lindas, o pôr-do-sol quando você salta de pára-quedas é tudo de bom!  Cada esporte tem sua magia, eu curto muito praticá-los juntos com os amigos, e trocar essa energia!
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Vitor Vianna: No Brasil, o Esporte de Aventura/Radical é pouquíssimo divulgado. Você acha que vale a pena investir nesse tipo de Esporte aqui no país, uma vez que o futebol é visto como prioridade? E o Brasil possui estrutura para tais esportes?

DANI: Se eu não acreditasse no esporte de aventura, eu não faria o programa que faço. Não é uma questão de acreditar ou não. A gente vive em uma sociedade com muitos problemas, é muito complicado você querer equipar os esportes que demandam uma tecnologia absurda, um investimento muito alto. É injusto comparar um esporte como wakeboard, com o futebol. Um moleque se não tem bola, joga com uma meia, realmente não tem como comparar, esportes de massa são esportes coletivos. Agora esportes individuais eles tem o seu lugar, mas nunca vão ocupar o lugar do futebol no Brasil. Mas por um outro lado a gente tem o skate, que tem um público enorme no Brasil. A gente não pode reclamar, porque como era antes, para como é hoje, ta muito diferente. O esporte de aventura tem uma  imagem ótima. Mas o futebol traz dinheiro porque tem torcida, tem uma massa de gente torcendo. Eu que sou jornalista me desdobro em cinqüenta com o esporte de aventura. Eu posso levar o Ronaldinho pra jogar amarelinha, por exemplo, que vai dar ibope, agora se eu for falar de parapente, eu tenho que me desdobrar em cinq6uenta, para fazer a matéria ser legal pra quem está assistindo em casa. É muito difícil passar a emoção que a gente sente naquele momento para tv. Por isso que a gente está sempre inventando novidade, para ficar interessante de ver. Tem muita gente que fala que foi por causa do programa que começou a praticar determinado esporte, só porque me viu na tv. Eu encontrei com uma senhora de mais de 70 anos um dia desses na rua, que me disse que só saltou de pára-quedas porque me viu saltando na tv! Isso é muito bom! Poder divulgar esse tipo de esporte para todo tipo de público.

 

Vitor Vianna: Você possui algum ídolo, que por algum momento te inspirou? Porque?

DANI: Não. Não tinha ninguém até então fazendo isso na tv. Nunca comecei essa historia para aparecer na tv, não comecei com isso para ser igual a alguém, eu só fiz o que gostava. As  pessoas falam que eu tenho o emprego que elas pediram a Deus, eu não escolhi “eu quero esse emprego”, as coisas simplesmente foram acontecendo, e em um determinado momento da minha vida, eu vi que aquilo me fazia bem então escolhi isso como profissão. Eu acho que as pessoas devem fazer o que se sintam bem. Eu nunca pensei “eu quero ser isso, ou  aquilo”, até hoje as pessoas me perguntam se eu tenho planos para o futuro, meus planos são muito para o agora, porque eu acho que a gente tem que aprender a viver o hoje, o planejamento para o futuro é muito difícil e instável. Eu quero casar, ter filhos, como todo mundo, mas não quero deixar isso como sendo sonhos distantes.
 
Vitor Vianna: Se você não fosse a Dani Monteiro repórter esportiva, qual você acha que seria sua profissão?

DANI: Eu comecei a fazer faculdade de arquitetura há muito tempo atrás, mas larguei no início da faculdade para fazer tv, e comecei jornalismo naquela época. Acho que se fosse escolher, faria medicina! Mas nunca trocaria porque sou alucinada por esportes.

 

Vitor Vianna: Que conselho você dá aos novos praticantes do esporte de aventura/radical?

DANI: Tenham medo! Sempre! Verifiquem sempre! Pratiquem muito esporte para o resto da vida de vocês! Porque o melhor salto de pára-quedas é aquele que você salta e chega no chão inteiro e pronto para o próximo. É quando você salta com um amigo, e depois quando chega em terra firma, olha para ele e diz: “vamos fazer de novo?”. O melhor surf da sua vida é quando você diz “Tô ótimo!”. O melhor da vida é quando você sai inteiro e pronto para uma próxima!

 
Vitor Vianna: Vou fazer a mesma pergunta que eu fiz pra Cristiane Dias: Vocês possuem uma semelhança física muito grande. E ainda mais agora que ela está apresentando o Esporte Espetacular... vocês já foram muito confundidas? Você já passou por alguma situação engraçada? 
DANI: Eu acho que ela sofreu com isso muito mais do que eu, porque eu sou mais velha que ela. E quando eu conheci a Cris dizia que as pessoas a confundiam muito comigo. E uma situação engraçada que aconteceu, foi quando eu a vi no jornal, e me perguntei: “Ué, o que eu tô fazendo aqui nesse lugar?” (risos), e depois, olhando de perto que eu vi que não era eu. Mas eu não me preocupo com isso não, pois a acho linda e muito profissional.  O ruim seria se me confundissem com alguém que não fosse legal.
 
Vitor Vianna: O grupo Aventureiros – Nova Iguaçu, foi criado pra difundir o Esporte de Aventura para os moradores da cidade, que não tinham oportunidade para praticá-lo. Na sua visão, qual a importância de um grupo como esse para uma cidade como NI?
DANI: Eu acho fundamental, porque as pessoas que vivem aí não sabem o que esse lugar tem de bom, e muitas das vezes quem vêm de fora conhece a cidade, mas quem ai mora não sabe o que tem de bom no local. A gente tem exemplo de cariocas que nunca foram ao Cristo. Eu por exemplo, volta e meia eu faço isso com meus amigos: “E aí galera, vamos em tal lugar?”, “Ah mas é muito óbvio”, “Vocês já foram?”, “Não.”, “Então vamos!”. O que não dá é pra ficar parado e não conhecer a própria cidade.
 
Vitor Vianna: Dani, para finalizar sua participação, primeiramente gostaria de convidá-la para participar do nosso próximo Encontro; De agradecer sua Entrevista em nome de todos Aventureiros de Nova Iguaçu, e pedir que você deixasse um recado para todos os moradores da cidade, seus fãs, que assim como você, curtem muito Esporte de Aventura.   
DANI: Uhul Nova Iguaçu!!! (risos) Nova Iguaçu é show! Eu tenho amigos que moram aí, e volta e meia eu vou procurar esporte em lugares alternativos, mas nunca tive a chance de subir a rampa de vôo livre aí da cidade, já passei um ano de voando de ultraleve e passei por aí algumas vezes, mas com certeza a vida vai acabar me levando pra aí! Com certeza mesmo! Porque eu quero! E tomara que quando isso aconteça, essa galera dos “Aventureiros” estejam aí presentes me mostrando tudo que tem de bom que Nova Iguaçu tem, porque eu sei que tem muita coisa bacana e bonita por aí! Não é Zona Sul ou Barra não, os melhores amigos, galeras e baladas para se curtir tranqüilo, é assim na própria cidade!
 
Galera vamos prestigiar Nova Iguaçu!!