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Engenheiro,
aventureiro, atleta, DIRETOR E APRESENTADOR DE TV. E conquistador.
Guilherme
Rocha, colunista do 360 Graus que já conquistou Aconcágua, na
Argentina; Kilimanjaro, no Tanzânia; e Elbrus, na Rússia, fala com Vitor Vianna, em uma entrevista exclusiva: |
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Vitor
Vianna: Gui, como
você iniciou sua carreira de montanhista? |
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GUI: Desde pequeno sempre fui muito ligado aos
esportes. Meu sonho era poder um dia viver do esporte, da aventura, do contato
harmônico com o meio-ambiente. Fui campeão carioca de futebol quando pequeno,
bons resultados no atletismo, atleta profissional do
mountain bike, quando descobri o montanhismo com um amigo. Comecei a
escalar as montanhas (fáceis, difíceis, de gelo ou de rocha) e não
parei mais.
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Vitor
Vianna:
Alguém te incentivou? |
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GUI: Alguns amigos. Mas a família não. Toda mãe
sonha ter um filho formado e com uma boa profissão.
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Ninguém quer ter um filho pendurado por um
fio nas montanhas do Mundo. Mas venci todas as barreiras.
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Hoje eu
sou formado em engenharia, e tenho uma ótima profissão, sou “Engenheiro de
Aventuras”....faço projetos para realizar aventuras.
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Vitor
Vianna: O que você mais acha interessante nos Esportes de Aventura?
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GUI: Eu sou um
apaixonado por esportes e um apaixonado pela natureza. Os Esportes de Aventura
uniu essas duas paixões. |
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Vitor Vianna: Já passou
por alguma situação de risco, em que você fizesse pensar em desistir? |
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GUI: Já passei por
várias situações de risco. Em muitas delas posso dizer que vi a morte de perto.
Caí em gretas de gelo, avalanches, pouso de emergência de Boieng, acordei com 3
leões na porta da minha barraca, passei uma noite a 6000 metros no topo de uma
montanha sem nenhuma proteção ao frio...Nós aprendemos muito diante dessas
situações, como valorizar coisas muito simples e valiosas da nossa vida. |
| Nunca desisti dos meus
objetivos. Até hoje tudo que tracei como meta alcancei. As vezes é preciso só
replanejar e tentar de novo. |
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Vitor Vianna: O que
você acha do crescimento dos esportes radicais no Brasil? |
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GUI: Esporte seja ele
radical ou não promove a saúde e faz com que lidemos com metas, e conquistas de
objetivos freqüentemente o que acaba sendo traduzido para nossas vidas. O
esporte radical permite que você ouse e tenha resultados ainda mais
satisfatórios. Somente quem ousa vai alem dos outros. Mas é preciso ousar com
técnica, planejamento e segurança.
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Vitor Vianna:
Gui, você tem o projeto, “os
sete picos do mundo”. Fale um pouco sobre ele. E porque a curiosidade em
fazer os Sete Picos? Muitos montanhistas já o fizeram? E brasileiros? |
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GUI:
Consiste em escalar o ponto culminante de cada continente. Na
América do Sul, o Aconcágua com 6.959m, na
África o Kilimanjaro com 5.895m,
na Europa o Elbrus na Rússia com 5.642m
e o ponto culminante da América do Norte, o Mc Kinley no Alasca 6.194m
já alcancei. Ainda restam o Carstensz na
Oceania, o Everest
na Ásia, a maior montanha do Mundo com 8850 metros. E Também
faz parte do projeto o Vinson na Antártida.
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"Os
Sete Picos do Mundo" é uma
aventura repleta de uma incalculável soma de cultura de vários povos por
onde o passei e passarei. Lugares paradisíacos de beleza incontestável.
Mas também perigos, riscos, tragédias que infelizmente fazem parte deste
contexto. Emoção, exaustão, vitórias e derrotas...a reunião de todos
estes fatores é que dá origem a esta fórmula contagiante e que me
impulsiona. |
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Vitor Vianna: O que você acha de uma comunidade em NI estar desenvolvendo
aventuras com os esportes radicais? |
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GUI: Acho que é um grande passo para as pessoas buscarem mais uma
forma de satisfação. Ou seja, vai de encontro ao conceito benéfico dos esportes
de aventura e ainda possibilita o conhecimento da própria cidade de vocês que já
pude acompanhar que tem várias belezas. |
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Daqui a
pouco NI vai ficar pequena para os Aventureiros de Nova Iguaçu...quem sabe
começar ir mais longe?
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